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A primeira
notícia que temos sobre a Vila de Oleiros data do ano de 1194.
Foi neste ano, a 13 de Junho, que D.Sancho I e a sua esposa
D.Dulce fizeram a oferta de terrenos a D.Afonso Pelágio,
Prior da Ordem do Hospital. No documento de doação dizia-se
que essas terras, entre as quais Oleiros, eram doadas para
sempre, à dita « Ordem » na pessoa de D.Afonso Pelágio e Irmão
da Ordem actuais e futuros. A 22 de Março de 1232, D.Sancho II
doou-a, de novo à Ordem do Hospital, representada então por
D.Mendo Gonçalves.
Esta Ordem do Hospital era uma instituição religioso-militar
que tivera grande importância na Palestina como defensora dos
lugares Santos. Deve o seu nome ao facto de ter sido criada em
Jerusalém em 1100 com o fim de cuidar dos doentes. Foi extinta
em 1834 pelo Papa Pio VI.
Há notícia de que os capítulos Gerais da Ordem do Hospital dos
anos 1260 e 1261 se terão realizado no Convento do Mosteiro
(povoação a 7 Km de Oleiros).
A vila de
Oleiros viria no Séc. XIX a sofrer devido às Invasões
Francesas, tendo a prova mais visível sido a destruição da
Capela de Santa Margarida.
A Capela de
Santa Margarida, que segundo reza a tradição, se encontrava
edificada no local denominado Portela, foi usada como paiol
aquando das invasões francesas. O General Massena, comandante
das tropas francesas, quando da sua passagem por esta Vila em
2 de Fevereiro de 1811, ordenou a sua destruição tendo sido
incendiada e ficando completamente em ruínas. A Imagem de
Santa Margarida apareceu mais tarde intacta no local que ficou
conhecido pelo nome de Horta da Santa, facto este que foi
considerado pelos Oleirenses, como milagre. A Capela
manteve-se em ruinas por vários anos, e durante os quais a
imagem foi recolhida na Igreja Matriz.
Por meados do século XIX foi erigida a actual Capela, para
onde passou a Imagem da Santa.
O topónimo "Oleiros"
Segundo a
obra " Memórias da Vila de Oleiros ", Oleiros deriva do Latim
"OLLA", que significa fabricante de loiças grosseiras. Não
existindo porém vestígios da sua existência , embora existam
bastantes terrenos com abundância de matéria prima para estas
fábricas. Existe ainda outra versão, mencionada na obra "
Portugal Antigo e Moderno ", em que Oleiros se escrevia com
dois "LL" (OLLEIROS), e que antigamente se pronunciava como
"LH". Assim sendo, Oleiros deriva de Olheiros, Olhos de água.
Esta versão é fundamentada pelo facto de existirem vigorosas
nascentes no sítio em que foi erguida esta Vila.
Permanece assim a dúvida, já que não há nenhum documento que
comprove a sua origem.
Fontes: Sites dedicados à Vila de Oleiros
http://www.terravista.pt/enseada/4354/
http://7mares.terravista.pt/oleiros/
http://www.terravista.pt/copacabana/1742/